A Scanner Darkly
Matéria no Ain't-It-Cool News sobre a próxima adaptação cinematográfica de uma obra do Phillip K. Dick (que já nos rendeu Blade Runner, O Vingador do Futuro, Minority Report, etc...)
Matéria no Ain't-It-Cool News sobre a próxima adaptação cinematográfica de uma obra do Phillip K. Dick (que já nos rendeu Blade Runner, O Vingador do Futuro, Minority Report, etc...)
Assisti a 'American Splendor - O Anti-Herói Americano'.
É sensacional. Oriundo de uma HQ chamada American Splendor - o
nome original do filme -, que é escrita por um certo Harvey
Pekar, falando sobre a vida comum de um homem comum - ele
próprio. Os roteiros foram desenhados por gente do calibre de
Robert Crumb, um dos mestres do quadrinho underground americano.
Narra a vida, bastante ordinária e extremamente curiosa, ao
mesmo tempo, do autor: completamente anti-sistema, trabalha
na burocracia de um hospital em Cleveland, é cheio de neuras,
e casado com uma mulher não muito melhor do que ele. Começou
a escrever quadrinhos por revolta com o que desprezava nas HQs
que lia, basicamente super-heróis e bichinhos. Amigos e
contatos, que passaram a ser personagens também, sua
participação estrondosa no show do David Letterman, etc. e
tal. Interpretado (na maioria das cenas) por Paul Giamatti,
o 'pig vomit' do filme do Howard Stern.
De quebra, o filme tem um excelente exercício de meta-linguagem.
Vale muitíssimo a pena conhecer.
Tem um quê de filme-nerd que o Kevin Smith amaria fazer... ;-)
A magistral série de FC Babylon 5, que prometia vir com um filme de cinema em breve, The Memory of Shadows, parece estar com a produção deste ameaçada por trapalhadas de estúdio... Mais detalhes neste link.
How cool is that?
Já vi três vezes e, confesso, ainda não estou saciado. DVD a se comprar, na certa. Dirigido e história escrita por Brad Bird, que nos deu o ótimo e pouco conhecido O Gigante de Ferro. O penúltimo da parceria Disney/Pixar, que nos deu Vida de Inseto, Toy Story 1 & 2, Monstros S.A., Procurando Nemo; antes do ainda por finalizar The Cars, dirigido pelo chefe da Pixar, o próprio John Lasseter. O trailer deste esteve em ambos os cinemas que assisti Os Incríveis. Olha, respeito o Lasseter e a turma da Pixar: mas bater este vai ser difícil!
The Incredibles tem um roteiro fabuloso, cheio de referências do universo de super-heróis, sem que isto deixe o filme hermético, entretanto, a quem não acompanhar: quem não conhece, ganha o filme da mesma forma.
A história parece ser feita por quem realmente entende de quadrinhos de super-heróis: há uma proibição dos super-heróis saírem por ai uniformizados e salvando o mundo, pois em suas façanhas eles podem acabar causando tanto prejuízo quanto os vilões que combatem, etc. e tal.
(Isto já foi explorado principalmente na seminal HQ 'Batman: O Cavaleiro das Trevas', apresentando daí também um certo discurso - que eu acho corretíssimo - sobre a mediocridade da massa que se ressente e engolfa a genialidade do indivíduo, sempre que puder.)
Quinze anos depois, dois super-heróis aposentados tentam levar uma vida dita normal em funções igualmente normais, enquanto tentam segurar seus filhos, que nasceram com poderes. Uma série de gags advém disso, mas não chegam a tomar conta do filme. Um belo dia, uma chance de retomar o velho uniforme é oferecida ao protagonista, e ai, óbvio, as encrencas começam. O roteiro não é nada espetacularmente novo, mas devido ao tratamento dado à história, o resultado continua positivo, com uma ação de tirar o fôlego e um visual extremamente rico.
Não há polegares o suficiente para eu virar para cima. ;-) Apenas assistam, e amem este filme.